Do discovery ao redesign da plataforma, como ajudei a Omena Seguros a digitalizar sua operação, simplificar a contratação de seguros de vida e aumentar conversões através de pesquisa contínua e evolução orientada por dados.
Em 2020, a pandemia acelerou a digitalização do mercado de seguros e Insurtechs começaram a transformar a forma como as pessoas contratavam proteção. Segundo a SUSEP, o setor cresceu 11,3% entre 2019 e 2020 e mais 17,5% entre 2020 e 2021. A Omena precisava digitalizar sua operação sem perder a personalização do atendimento, em um processo 100% manual, lento e burocrático.
Os resultados após o redesign da plataforma 2.0.
Antes do processo, vale mostrar como este case realmente aconteceu. Ele não seguiu um processo ideal de UX, ele foi amadurecendo ao longo do tempo.
Antes de desenhar qualquer solução, buscamos entender como seguradoras e insurtechs estavam iniciando a digitalização da contratação de seguros.
O objetivo não era copiar interfaces, mas identificar padrões já consolidados no mercado.

Maria representa milhares de brasileiros que desejam proteger financeiramente suas famílias, mas que historicamente precisavam enfrentar processos burocráticos e pouco transparentes para contratar um seguro.

Antes de pensar em novas telas, foi necessário entender toda a experiência entre cliente, corretora e seguradora.
Além do mapeamento da jornada, também realizamos:

Antes mesmo de aprofundar meus estudos em UX e Product Design, desenvolvi um MVP com foco principalmente em validar a possibilidade de uma contratação totalmente digital.
Na época, o objetivo era explorar o Adobe XD e estruturar um fluxo funcional. A experiência ainda possuía limitações importantes de usabilidade, arquitetura da informação e identidade visual.
Mesmo assim, o MVP despertou o interesse da Omena. Após apresentar a proposta ao CEO Bruno, o projeto foi aprovado para desenvolvimento e posteriormente para uma evolução mais profunda.

Foi durante a evolução do MVP que percebi que o problema não estava apenas na interface. Para criar uma experiência realmente eficiente seria necessário compreender comportamento, regras de negócio e necessidades dos usuários.
Nesse momento comecei a aprofundar meus estudos em UX e Product Design. Com isso, iniciamos uma nova fase de investigação composta por:
As análises heurísticas, feedbacks, gravações e testes consolidaram a base de evidências que direcionaria completamente a construção da versão 2.0.

Com a nova experiência prototipada, realizamos quatro testes moderados de usabilidade.
Diferente da análise das gravações do MVP, os testes permitiram compreender o motivo por trás dos comportamentos observados.
Os participantes verbalizavam suas dúvidas, expectativas e interpretações durante a navegação.
Isso revelou problemas que os dados quantitativos não eram capazes de explicar.

Depois de todos os aprendizados do MVP, das análises heurísticas e dos testes moderados, redesenhamos a plataforma da Omena com foco em clareza, confiança e fluidez.

Hoje continuamos evoluindo a experiência utilizando testes A/B, pesquisas qualitativas, análises quantitativas e observação comportamental.
Nosso próximo objetivo é evoluir para um modelo de Embedded Insurance, oferecendo proteção no momento certo dentro da jornada de diferentes produtos e serviços.
Quando comecei este projeto, meu foco era criar interfaces melhores.
Conforme o produto evoluiu, percebi que boas interfaces são consequência de boas decisões de produto.
Aprendi que validar hipóteses, compreender regras de negócio, ouvir usuários e iterar continuamente gera muito mais valor do que simplesmente desenhar telas.
Esse projeto acabou registrando não apenas a evolução do produto, mas também a minha própria evolução como Product Designer.
UX pode transformar temas complexos em experiências acessíveis. Quando o time aceita que o vilão muitas vezes não é a tela, mas a forma como o produto fala com as pessoas, abre-se espaço para um redesenho realmente humano.